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terça-feira, 12 de março de 2013

O Jabuti Piranga




O Jabuti Piranga ou chelonoidis carbonaria cujo nome eu Tupi Guarani significa “O que come pouco vermelho”, é um quelônio terrestre que possui escamas avermelhadas na cabeça e nas patas, as quais deram origem ao seu nome piranga.
Esta espécie é muito parecida com o Jabuti Tinga (chelonoidis denticulata) o qual possui coloração amarelada das escamas das patas e da cabeça, nariz preto, coloração mais clara e maior porte. Pois o jabuti piranga comum atinge cerca de 18 kg.
A diferença entre as duas espécies não é tão fácil quanto parece, pois existem diversas variações de cores e tamanhos nessas espécies, para uma análise precisa é necessário uma observação de certos detalhes que são características de cada espécie.
Habitats:
O jabuti piranga habita as regiões do Nordeste, Centro-oeste, Sudeste e Sul como também em menor ocorrência em outros países sul-americanos, onde vivem em ambientes de florestas, campos e caatingas.
Tempo de vida:
Podem atingir cerca de 100 anos.
Alimentação:
O Jabuti Piranga é onívoro e se alimenta de vários tipos de folhas, flores, frutos, verduras e de proteína animal como pequenos vertebrados, minhocas, insetos e carne em menor frequência (quando em cativeiro uma vez por semana e com a mesma frequência é necessário a inclusão no cardápio de suplementos alimentares, principalmente cálcio). Rações bem desenvolvidas, especialmente para jabutis e de marcas confiáveis, são altamente recomendadas, pois possuem um variado completo de nutrientes, proporcionando um bom crescimento ao animal.
Ou seja: a palavra-chave na alimentação de jabutis é “diversificação”.
A alimentação quando criados em casa:
Se você tem um jabuti piranga, vale lembrar que 85% da dieta deve se basear em vegetais como: folhas de mostarda, folhas de beterraba, agrião, couve, rúcula, salsa, salsão, brócolis, alface, espinafre, repolho, amora, cenoura, pétalas de rosas, sementes de feijão-branco, feijão-verde, ervilhas, lentilhas, milho, legumes variados, como a cenoura, beterraba, vagens, abóboras e batata-doce. Cada animal deve apresentar preferência por determinados alimentos, porém, deve-se sempre variar para garantir uma boa alimentação. Deve-se ter cuidado com alface, pois pode causar diarreia ao animal.
10% da dieta deve ser a base de frutas como: uva, maçã, abacate, pera, abacaxi, morango, manga, mamão, melão, banana-prata, fico, tomate, melancia, amora, nectarina e pêssego. Porém deve-se evitar o excesso de frutas como mamão, pois pode provocar problemas intestinais e o abacate que é muito gorduroso.
5% da dieta deve ser composta de proteína animal como: ração para tartarugas, suplementos alimentares, carne moída crua, ração de cachorro, ração de gato (em pequenas quantidades), ovos cozidos com casca, tenébrios molitores, minhocas, etc.
Principais ameaças:
São muito procurados por animais silvestres e por pessoas que pensam que jabuti cura asma, o que é um mito, pois jabuti não é remédio.

domingo, 10 de março de 2013

Cada espécie viva tem o seu papel no funcionamento do ecossistema



Cada espécie viva tem o seu papel no funcionamento do ecossistema a que pertence. Por exemplo, quase todo vegetal que se reproduz por meio de flores necessita de alguma espécie de inseto ou ave para a polinização. Sendo assim, a extinção do agente polinizador pode ocasionar também a extinção da espécie vegetal, pode aumentar o número de predadores naturais, como os sapos. Quando há alteração significativa no número de um dado elemento no ecossistema, seja para mais ou para menos, ocorre uma espécie de “efeito dominó”, o que posteriormente dá origem a um desequilíbrio ecológico.


As principais causas do desequilíbrio ecológico são ações antrópicas, como caça, pesca desordenada (sobrepesca); desmatamento de florestas, matas ciliares e mangues; queimadas, agricultura e pecuária, os mais diversos tipos de poluição e até a urbanização e o constante crescimento demográfico da população humana. A alteração do equilíbrio também pode ser desencadeada por modificações bióticas ou naturais, como introdução ou extinção de espécies num dado ecossistema e também por desastres naturais, como furacões, terremotos, vendavais, tempestades e maremotos, em casos mais raros.


A resposta de um ecossistema perturbado pode ocorrer a curto, médio e longo prazo, e a espécie humana não é o só o que mais contribui para esse desequilíbrio, mas também, é a mais atingida pelas alterações ambientais. O ecossistema tende a reverter naturalmente um quadro de desequilíbrio, no entanto, nem sempre isso é possível, ou o tempo necessário para o equilíbrio ecológico seja estabelecido novamente é muito grande, o que pode causar outras alterações ainda mais graves.


Cadeia Alimentar


Cadeia alimentar é uma série de sucessivas transferências pela qual passa a matéria desde os produtores até os decompositores, tendo como intermediários os consumidores.
Os seres vivos que compõem um ecossistema são denominados de biotas e se organizam em três categorias: produtores, consumidores e decompositores.
Os produtores são representados pelos seres autótrofos como os vegetais e as algas do fitoplâncton. Corresponde ao primeiro nível trófico.
Os consumidores são os organismos heterótrofos. Os herbívoros, sendo os primeiros a consumir a matéria orgânica elaborada pelos produtores, são chamados de consumidores primários; seguidos dos consumidores secundários (nutrem-se de herbívoros), terciários, etc., formando o segundo, terceiro nível trófico.
Os decompositores (bactérias e fungos) decompõem as proteínas e outros compostos orgânicos em ureia, amônia, nitratos, nitritos, nitrogênio livre, etc., devolvendo a matéria inorgânica ao meio abiótico.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

O PERIGO DA POLUIÇÃO DAS ÁGUAS







A água pode ser contaminada de muitas maneiras:

- pela acumulação de lixos e detritos junto de fontes, poços e cursos de água;

- pelos esgotos domésticos que aldeias, vilas e cidades lançam nos rios ou nos mares;

- pelos resíduos tóxicos que algumas fábricas lançam nos rios;

- pelos produtos químicos que os agricultores utilizam para
combater as doenças das suas plantas, e que as águas das chuvas arrastam para os rios e para os lençóis de água existentes no subsolo;

- pela lavagem clandestina, ou seja, não autorizada, de barcos no alto mar, que largam combustível;

- pelos resíduos nucleares radioativos, depositados no fundo do mar;

- pelos naufrágios dos petroleiros, ou seja, acidentes que causam o derrame de milhares de toneladas de petróleo, sujando as águas e a costa e matam toda a vida marinha – as chamadas marés negras.

Já quanto aos esgotos, a melhor solução para o problema dos esgotos é seu reaproveitamento. Eles devem ser tratados de modo que os microorganismos sejam mortos, e as impurezas, eliminadas. A água proveniente de esgotos, uma vez removidas as impurezas, pode ser reaproveitada. Os resíduos semi-sólidos, resultantes do tratamento dos esgotos, podem ser utilizados como fertilizantes, enquanto o gás metano, produzido pela putrefação da matéria orgânica, pode ser utilizado como combustível.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

A RELAÇÃO HOMEM E NATUREZA








Não somos apenas meros observadores e admiradores. Nós, seres humanos, também fazemos parte da natureza.

Cada um de nós deve se preocupar com a preservação da natureza sim, fazendo nossa parte, tomando iniciativas sem esperar que alguém nos convide para um multirão de limpeza nas ruas, por exemplo, ou para um plantio de árvores, e também não devemos pensar que preservação da natureza, meio ambiente... é papel somente do governo, das empresas e organizações. Não! É papel de cada um de nós também e devemos fazer a parte que nos cabe.

O homem deve por em mente que, ajudando a preservar e defender a natureza e o meio ambiente, ele está contribuindo não tão somente para a proteção das plantas e dos animais, mas como também contribui para a sua própria qualidade de vida e saúde, pois o homem também faz parte da natureza.

Assim sendo, seria um equivoco pensar que ecologia é defender e ajudar a preservar e proteger apenas plantas, animais, rios, mares... enquanto se pensa que lutar pelo fim das valas de esgotos a céu aberto, más condições de trabalho nas fábricas poluidoras não tem nada a ver com meio ambiente. Ecologia também é combater esgotos a céu aberto, o lixo que não é recolhido e jogado em locais inadequados, a água contaminada, etc.

O homem deve se preocupar em preservar a natureza e não ter medo de assumir o seu papel dentro dela, pois somos os responsáveis pelo futuro de nosso Planeta e pelo futuro das próximas gerações.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Ferreirinho Relógio




O ferreirinho-relógio (Todirostrum cinereum) é uma ave passeriforme da família Rhynchocyclidae que recebe este nome vulgar devido ao seu canto que lembra o ato de dar corda em um relógio. É também conhecido como relógio, sebinho-de-dorso-cinza, sebinho-relógio e sibiti.

Características

O vivo contraste entre o cinza azulado escuro da cabeça com a parte ventral amarela chama a atenção quando observado. O restante das partes superiores são lavadas de tom oliváceo, enquanto as penas longas das asas são bordejadas de amarelo. A cauda é escura, mas, vista por baixo, nota-se que as penas laterais possuem uma grande área branca na ponta. Os olhos são amarelo ouro, destacados contra a área mais escura da parte frontal da cabeça, quase uma máscara. Bico longo e chato, escuro e também notável.

O dimorfismo sexual é pouco aparente, restringindo-se a uma marcação esbranquiçada discreta no píleo, para as fêmeas (segundo Sigrist).

Alimentação

Alimenta-se de dípteros e lepidópteros (Hesperiidae – Urbanus sp.) e outros. Ativo o dia inteiro, caça invertebrados no meio das folhagens da copa e baixa até 2 metros do chão.

Reprodução

Reproduz de julho a novembro. Constrói um característico ninho pendurado na ponta de galho fino, feito de restos de folhas e painas. O material é colocado úmido e as partes aderem entre si, ao secar. Parte do material fica pendente, camuflando o ninho. Característica entrada lateral com pequeno telhado protegendo. Muitas vezes, o material de um ninho velho próximo é retrabalhado para a reprodução seguinte. Surpreende a resistência do ninho, agüentando chuvas fortes e ventos.

Hábitos

Característico de ambientes mais abertos, não ocorre em áreas extensamente florestadas, sendo muito comum em cidades. Vive escondido no meio da vegetação baixa e apresenta comportamento característico de movimentar a cauda lateralmente.

O canto origina o nome comum, parecendo com um relógio de mesa quando se dá corda. Canta o ano inteiro, bem como nas horas quentes do dia. O casal responde um ao outro, também aproximando-se de uma gravação do canto.
A distribuição da espécie Todirostrum cinereum ocorre do México à Bolívia, ao Brasil e às Guianas.

A FAUNA SILVESTRE NO BRASIL


No Brasil existe uma enorme variedade de animais. Todas as espécies têm significado para o equilíbrio da natureza. Além de importância científica, social, estética e econômica, a fauna silvestre é fundamental para a sustentabilidade dos ecossistemas.
Elza Fiuza/ABr Pesquisadores da USP descobriram na Floresta Nacional de Carajás um refúgio de araras-azuis Ampliar

    Pesquisadores da USP descobriram na Floresta Nacional de Carajás um refúgio de araras-azuis

Entre os mais famosos animais brasileiros estão o tamanduá-bandeira, a onça-pintada, o peixe-boi, o boto-rosa e a arara-azul-de-lear. Algumas espécies não são encontradas em nenhum outro lugar do mundo.

Somos o País da América do Sul com a maior diversidade de aves e também o que abriga o maior número de primatas, animais vertebrados e anfíbios da Terra. Estima-se que existam no Brasil mais de 11 mil espécies de mamíferos, aves, répteis, anfíbios e peixes no país, 30 milhões de espécies de insetos e cerca de 30 mil espécies de outros invertebrados.

As espécies de peixe de água doce somam 3 mil, um total três vezes maior que o de qualquer outro país. Na lista de espécies nativas brasileiras estão pelo menos 17% das aves e 10% dos anfíbios e mamíferos encontrados em todo o planeta.

Apesar de toda esta riqueza, a fauna silvestre está sendo ameaçada por uma verdadeira exploração predatória. O desmatamento das florestas, a poluição das águas, o comércio ilegal de animais e a caça predatória são fatores que vêm exterminando muitos animais e diminuindo a riqueza da fauna.

Novas espécies estão sendo descobertas e imediatamente consideradas ameaçadas de extinção. O mico-leão-caissara, o bicudinho-do-brejo e a ararinha-azul são exemplos de animais que em breve poderão deixar de existir.

Para incentivar a conservação da biodiversidade brasileira, o Ministério do Meio Ambiente encomendou para centenas de especialistas um criterioso trabalho científico que resultou no Livro Vermelho da Fauna Brasileira Animais Ameaçados de Extinção que colabora para a divulgação do problema e a tomada de decisões para iniciativas de proteção. A lista, atualizada em 2008, aponta 627 espécies de animais brasileiros que correm risco de sumir da natureza, sendo 394 espécies terrestres e 233 espécies aquáticas.

Tráfico de animais

O comércio ilegal de animais silvestres é um dos grandes problemas enfrentados na conservação da fauna brasileira. Milhões de bichos são mortos pela ganância de quem vende e pela desinformação de pessoas que criam bichos selvagens como se fossem animais domésticos.

Calcula-se que o tráfico de animais silvestres retire, anualmente, cerca de 12 milhões de animais de nossas matas. Outras estatísticas estimam que o número real esteja em torno de 38 milhões.

A JAGUATIRICA






Jaguatirica, ocelote ou gato-do-mato é um felino cujo nome científico é Leopardus pardalis, originariamente encontrado na Mata Atlântica e outras matas brasileiras. Distribuída por toda a América Latina, é encontrada também no sul dos Estados Unidos. De hábitos noturnos, passa a maior parte do dia dormindo nos galhos das árvores ou escondido entre a vegetação. Possuem hábito solitário, só procuram um parceiro na hora do acasalamento.

As fêmeas têm de um a quatro filhotes a cada gestação. Supõe-se que se reproduzem a cada dois anos. O período de gestação varia de 70 a 95 dias. As fêmeas chegam à idade adulta em um ano e meio, os machos aos dois anos. Em cativeiro estima-se que viva cerca de 20 anos, mas é possível que viva menos na natureza.

Alimenta-se de mamíferos pequenos e médios, como roedores, macacos, morcegos e outros. Come também lagartos, cobras e ovos de tartarugas. Caça aves, e alguns são bons pescadores. A jaguatirica mede entre 65 cm e um metro de comprimento, fora a cauda, que pode chegar a 45 cm. Pesa entre 8 e 16 kg. Também é chamado onça-pintada, no entanto a onça (Panthera onca) é maior, podendo atingir 2,10m.

No Brasil, ocorre na Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal e Caatinga.

Seu status é considerado pouco preocupante pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (2002) e em perigo pela USDI (1980), apêndice 1 da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção. Está desaparecendo pela ação dos caçadores que querem sua pele[3]. O mercado negro é alimentado pelo costume adoptado em muitos países de transformá-lo em animal exótico e de estimação.