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segunda-feira, 29 de abril de 2013

SAPO CURURU (Rhinella marina)



O nome "cururu" é originário da língua tupi, onde kuru'ru é a designação popular dada aos grandes sapos do gênero Rhinella. No Brasil, também é conhecido como sapo-jururu, xué-guaçu, xué-açu, aguá e sapo-gigante. Há outras espécies de sapo que são conhecidas como "cururu" no Brasil, como o Rhinella schneideri (ou Bufo paracnemis) e o Rhinella icterica.
Rhinella marina (antigamente chamado de Bufo marinus), conhecido como sapo-cururu, sapo-boi ou cururu, é um sapo nativo das Américas Central e do Sul. Pertence ao gênero Rhinella, que inclui centenas de espécies de sapos diferentes, distribuídas principalmente pelo Brasil.
É um animal fértil devido ao grande número de ovos postos pelas fêmeas. Seu sucesso reprodutivo deve-se também, em parte, à variedade de alimentos que podem constituir a sua dieta, incomum entre os anuros, e que tanto inclui materiais vivos como mortos. Em geral, os adultos atingem de 10 a 15 centímetros de comprimento. O maior exemplar da espécie de que se tem notícia media 38 centímetros do focinho à cloaca e pesava 2,65 quilogramas.
O sapo-cururu possui grandes glândulas de veneno. Tanto os adultos como os girinos são altamente tóxicos quando ingeridos. Por causa do apetite voraz, foi introduzido em várias regiões do Oceano Pacífico e dos arquipélagos caribenhos como método de controle biológico de pragas, nomeadamente na Austrália, em 1935. Em inglês é conhecido como Cane Toad e, em espanhol, como Sapo de Caña ("sapo-da-cana" em ambas as línguas) por ter sido comumente usado no controle de pragas da cana-de-açúcar.

Comportamento:

Muitos sapos podem identificar as presas pelo movimento. O cururu é capaz também de localizar seu alimento através do olfato. Ele não se limita a caçar e pode comer plantas, restos orgânicos, ração para cães e resíduos doméstico, além da alimentação normal composta de pequenos vertebrados e invertebrados, sendo uma das poucas espécies onívoras de sapos. Os sapos-cururus são capazes de inflar os pulmões para parecerem maiores do que realmente são diante de predadores.
O sapo-cururu é mais ativo durante a noite e pode viver longe da água, procurando-a somente para se reproduzir. O antigo nome científico Bufo marinus sugere uma ligação com a vida marinha, entretanto essa ligação não existe. Os adultos são totalmente terrestres, aventurando-se em água doce somente para se reproduzir, e os girinos são encontrados somente em concentrações salinas correspondentes a 15% da da água do mar. Não habitam as pradarias, evitando em geral as áreas de florestas. Isso inibe a disseminação em muitas das regiões em que foram introduzidos.

ABELHA AFRICANA (Apis mellifera)



Reino: Animalia
Phyllum: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Hymenoptera
Família: Apidae
Apis mellifera Lepeletier
Nomes comuns (português): 
abelha 
abelha-africana 
africanizada 

As abelhas africanizadas são poliíbridos resultantes dos cruzamentos entre as abelhas-africanas Apis mellifera scutellata , anteriormente classificadas como Apis mellifera adansonii (Latreille, 1804), e as raças européias Apis mellifera mellifera (Linnaeus, 1758), Apis mellifera ligustica (Spinola, 1806), Apis mellifera carnica (Pollmann, 1879), Apis mellifera caucasica (Gorbachev, 1916)], que foram introduzidas na América antes da chegada das africanas em 1956, predominando, nestes poliíbridos, as características morfológicas e comportamentais das africanas.

Manejo:

Atualmente muitos apicultores preferem as abelhas africanas por serem consideradas mais resistentes às pragas, pois sua morfologia dificultaria a fixação da praga da varroa por exemplo. Alguns estudos apontam para a resistência das africanas a certas doenças mas não são conclusivos, e não está comprovado que esta resistência justifique a agressividade do plantel.
As africanizadas são indicadas para a produção de mel e própolis, por serem mais propolizadoras: o que antes era visto como desvantagem passou a interessar, pelo aumento do mercado da própolis. Porém, as melhores produtoras de própolis ainda são as abelhas caucasianas, que têm melhor desempenho na coleta de matéria prima de muito melhor qualidade.
A abelha africana ou africanizada em si não impede os trabalhos apícolas, mas os coloca em um patamar de manejo mais difícil e proibitivo para o pequeno investidor ou para aquele que não dispõe de mão de obra especializada. A apicultura com africanas, dada a agressividade dessas abelhas, não pode subsistir como atividade não profissional, pois os riscos e dificuldades de manejo são incompatíveis com a apicultura de lazer.
Alguns argumentam que todas as espécies de abelhas - africanas, africanizadas ou europeias - são igualmente afetadas pelas mesmas enfermidades, e que, quando os estudos e observações de pesquisadores afirmam resistência das africanas o fazem porque, em geral, observam apenas a existência (ou não) de atividade nas colmeias, pois não é possível fazer uma inspeção minuciosa em todo o apiário. Quando o apicultor de europeias relata um caso de alguma doença nas abelhas, é porque ele pode vistoriar minuciosamente a totalidade de suas colônias e antecipar os tratamentos. Alguns apicultores mantêm suas abelhas "europeizadas", já que a relação custo-beneficio é compensadora, principalmente pela mansidão das mesmas.
Outros, consideram que a abelha africanizada se adapta melhor ao ambiente tropical do que a europeia, além de ser melhor produtora de mel e também relativamente resistente a pragas e doenças. Atualmente, qualquer rainha europeia importada , já fecundada por zangões europeus, virá a ser substituída por uma de suas filhas, que, em 90% dos casos, será fecundada por zangões africanizados.

O mel:

O mel brasileiro, considerado de excelente qualidade e isento de produtos tóxicos, vem ampliando o seu mercado no exterior. O Piauí hoje é um dos principais polos apícolas do país. Parte do sucesso do mel brasileiro se deve a um desastre ocorrido em 1957, quando abelhas africanas escaparam de um laboratório e se espalharam pelo país. Embora mais agressivas, as abelhas africanizadas, resultado do cruzamento entre as africanas e as européias, são bem mais produtivas.

O INHAMBU CHITÃO (Crypturellus tataupa)



O inhambu-chitão ou chintã é uma ave tinamiforme da família Tinamidae.

Possui tamanho intermediário (21 cm), entre o inhambu-xororó (o menor do gênero) e o inhambuguaçu. O macho é um pouco menor que a fêmea. O colorido do dorso é bruno castanho, cabeça e pescoço são cinza escuro, garganta e o meio da barriga cinza-azulado; o resto do lado inferior cinzento, os lados da barriga e coberteiras inferiores da cauda pretas com orlas esbranquiçadas.

O bico é vermelho e as pernas roxas. É conhecido por pé-roxo, chitão, bico de lacre e codorninha (Vale do Ribeira/SP). Apresenta raças geográficas ao longo de sua distribuição na América do Sul. 

O nome chintã ou chitão, vem do desenho críptico das penas traseiras, que no imaginário dos nossos antigos caboclos, se assemelhava ao colorido de um “pano de chita”.

Curiosidades:

O inhambu-chitão ou chintã foi imortalizado na composição de Athos Campos e Serrinha, nas vozes de Tonico e Tinoco. Dando inspiração e origem ao nome da dupla Chitãozinho e Xororó.

"Eu não troco o meu ranchinho marradinho de cipó
Pruma casa na cidade, nem que seja bangalô
Eu moro lá no deserto, sem vizinho, eu vivo só
Só me alegra quando pia lá pra aqueles cafundó

É o inhambu-chitão e o xororó
É o inhambu-chitão e o xororó"...

JOÃO-TENENÉM (Synallaxis spixi)



O joão-teneném é um passeriforme da família Furnariidae. Conhecido também como bentereré, bentererê, joão-tiriri e sete-panelinha.

Com distribuição de Minas Gerais e Espírito Santo até o Rio Grande do Sul. Encontrado também no Paraguai, Uruguai e Argentina, com apenas 16 centímetros e pesando 14 gramas, o joão-teneném é bem simpático. Possui cor ferrugem no alto da cabeça e nas asas; sua cauda é comprida, graduada com cor amarronzada. As bases das penas cinzentas da garganta são pretas. As costas e partes inferiores do corpo são pardo-oliváceas. O joão-teneném jovem não tem a cor ferrugem na cabeça e nas asas.

É facilmente reconhecido pelo seu canto - “bentereré, bentereré…”, lembrando “joão-teneném”, emitida várias vezes.
Habita campos e áreas arbustivas, bordas de florestas, campos de altitude e áreas próximas a habitações. Costuma pular ou esgueirar-se em meio à vegetação mais densa, empoleirando-se em locais abertos apenas para cantar.

PITON BOLA (Python Regius)



Reino: Animalia
Filo: Chordata
Subfilo: Vertebrata
Classe: Reptilia
Ordem: Squamata
Família: Pythonidae
Género: Python
Espécie: Python Regius
Nome comum: Pitão Bola

Distribuição:

Espécie endémica do continente Africano. Esta espécie é a mais pequena pitão do continente Africano e a mais popular como animal de estimação.

Tamanho em adulto:

Em adulto, as fêmeas raramente ultrapassam 1 metro de comprimento, sendo que por vezes poderão chegar a 1,20m. Os machos atingem entre 80 e 90cm de comprimento. As fêmeas ficam sempre mais robustas do que os machos.

São animais normalmente dóceis. Esta espécie é talvez das espécies onde se podem ver mais mutações. A mutação original, é um padrão em tons de castanho escuro e preto com a barriga branca. No entanto há mutações que vão deste o totalmente branco-neve, até ao quase totalmente preto, passando por cores como o amarelo, prateado, caramelo, com um padrão mais carregado, ou com riscas finas quase inexistentes, ou até mesmo sem padrão algum.

Tal como uma grande parte das serpentes, duram à volta de 20 anos.

Papel no ecossistema:

Como a maioria das espécies peçonhentas ou não, fazem um grande trabalho no ecossistema, evitando a formação da alto popuçação de ratos.

AMARGA, MAS RESOLVE!



A jurubeba (Solanum paniculatum L), é uma planta medicinal de sabor amargo, comum em quase todo o Brasil.
A infusão do seu caule e da sua raiz em álcool de cana (cachaça) é popularmente utilizada como aperitivo e como digestivo, como a conhecida Jurubeba Leão do Norte [1].
A medicina popular recomenda o seu chá como tônico cardiovascular, estimulante do apetite, do fígado (colagogo) e do baço, contra problemas da digestão, diurética, hipoglicemiante, antianêmica, febrífuga e cicatrizante.
Há casos de utilizações da Jurubeba em tratamento de afecções da pele, como a acne.

Diurética, desobstruente tônico, anti-inflamatória. 
Emprega-se popularmente com bom resultado para combater 
as icterícias, cistites, febres intermitentes, prisão de ventre e 
as inflamações do baço(suco dos frutos). Externamente empregam-se 
as folhas amassadas sobre machucados. A raiz é indicada nas dispepsias
atônicas e na diabetes. Desobstruente do fígado.
Usado em poções afrodisíacas.

O CONDOR DOS ANDES (Vultur gryphus)



O condor-dos-Andes é uma das maiores aves voadoras do mundo. A envergadura de suas asas ultrapassa os três metros. Mede 1,1 metro de comprimento e pode pesar até 12 quilos. Sua plumagem é negra, exceto por um colar de plumagens e as pontas das asas, que são brancas. A cabeça não apresenta penas e é avermelhada (o macho apresenta uma crista no topo da cabeça).

É encontrado nas Cordilheiras dos Andes, na Venezuela, Terra do Fogo, Peru e Chile. Há indícios da presença do condor-dos-andes no Brasil, nos estados do Mato Grosso e Paraná. O condor costuma habitar a encosta de grandes montanhas, em altitudes superiores a cinco mil metros. Para atingir essa altura, utiliza-se de correntes de ar quente ascendentes, economizando, assim, energia durante o voo. 

Alimenta-se de carniça de grandes mamíferos e de animais marinhos, como focas e tartarugas-marinhas.

Durante a reprodução, o casal procura um local em paredões e áreas escarpadas para nidificar. A fêmea bota um único ovo, que é incubado por um período de 60 dias. O filhote só se torna adulto após os seis anos de idade – essa “lentidão” faz com que um casal se reproduza poucas vezes durante a vida, o que torna a espécie suscetível aos impactos das ações do homem.

É uma espécie ameaçada de extinção, mas alguns programas de reprodução em cativeiro e reintrodução na natureza têm conseguido bons resultados.